AS CULTURAS DO TRABALHO NO BARROSO (Norte de Portugal) (2012)

Coordenação geral e científica de Xerardo Pereiro
Textos e fotografias de Daniela Araújo
Design de Dina Fernandes e Paulo Reis Santos

 

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O projeto de investigação para intervenção museológica intitulado “As culturas do trabalho no Barroso”, foi desenvolvido pelo Ecomuseu de Barroso em colaboração com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), através do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento), e a antropóloga Daniela Araújo. A investigação, que se iniciou no mês de junho de 2011 e se prolongou até ao final do mês de março de 2012, teve a orientação científica do antropólogo Xerardo Pereiro (UTAD).

Os objetivos da investigação centraram-se na análise das culturas do trabalho sobre o Barroso, articulando-se com as linhas de atuação do Ecomuseu de Barroso, uma instituição que tem contribuído, decisivamente, não apenas para “colocar o Barroso no mapa”, mas também para reverter, simbolicamente, a imagem e a realidade desta região “raiana” (transfronteiriça) do Norte de Portugal. Mais importante, ainda, tem sido o papel do Ecomuseu do Barroso na reorganização e articulação das comunidades, afirmando a sua cultura como um capital sociocultural importante e útil para viver e criar planos de vida nestas terras do interior Norte de Portugal.

Entendemos por culturas de trabalho as que se geram nos diferentes processos de trabalho, nomeadamente aquelas que resultam da ocupação de diferentes posições nas relações sociais de produção. E o trabalho de Daniela Araújo tem sido minucioso, rigoroso e extremamente reflexivo e cuidado, fruto não de recolhas, mas de uma etnografia reflexiva de um intenso conviver humano com os seus protagonistas, nos seus quotidianos vivenciais mais familiares. É na observação dos e com os outros que Daniela Araújo tem construído teorias antropológicas vividas pelos agentes sociais do Barroso. Desta forma, a investigação e os seus resultados ajudam-nos a construir novos olhares sobre as novas ruralidades de um território em permanente transformação, agora também por via do património cultural e do turismo.
Longe de ser um exercício de exotização ou primitivização, o trabalho de Daniela Araújo mostra o velho e o novo, as permanências e as transformações, as tradições e as inovações, as localidades e as globalidades, as pluriatividades e as especializações nas formas de trabalhar e produzir no Barroso. Aí reside a sua mais-valia, isto é, a rejeição de um ruralismo exoticista para posicionar-se na compreensão das lógicas, conhecimentos e saberes nativos, e o seu valor universalista e global. Pensamos que, com esta investigação e as suas aplicações, o visitante e o residente poderão criar mais facilmente quadros de referência interpretativos e de tradução intercultural que nos ajudem a compreender melhor os sentidos do viver humano.

Xerardo Pereiro (UTAD) – This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

 

O projeto de investigação para intervenção museológica intitulado “As culturas do trabalho no Barroso”, foi desenvolvido pelo Ecomuseu de Barroso em colaboração com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), através do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento), e a antropóloga Daniela Araújo. A investigação, que se iniciou no mês de junho de 2011 e se prolongou até ao final do mês de março de 2012, teve a orientação científica do antropólogo Xerardo Pereiro (UTAD).

Os objetivos da investigação centraram-se na análise das culturas do trabalho sobre o Barroso, articulando-se com as linhas de atuação do Ecomuseu de Barroso, uma instituição que tem contribuído, decisivamente, não apenas para “colocar o Barroso no mapa”, mas também para reverter, simbolicamente, a imagem e a realidade desta região “raiana” (transfronteiriça) do Norte de Portugal. Mais importante, ainda, tem sido o papel do Ecomuseu do Barroso na reorganização e articulação das comunidades, afirmando a sua cultura como um capital sociocultural importante e útil para viver e criar planos de vida nestas terras do interior Norte de Portugal.

Entendemos por culturas de trabalho as que se geram nos diferentes processos de trabalho, nomeadamente aquelas que resultam da ocupação de diferentes posições nas relações sociais de produção. E o trabalho de Daniela Araújo tem sido minucioso, rigoroso e extremamente reflexivo e cuidado, fruto não de recolhas, mas de uma etnografia reflexiva de um intenso conviver humano com os seus protagonistas, nos seus quotidianos vivenciais mais familiares. É na observação dos e com os outros que Daniela Araújo tem construído teorias antropológicas vividas pelos agentes sociais do Barroso. Desta forma, a investigação e os seus resultados ajudam-nos a construir novos olhares sobre as novas ruralidades de um território em permanente transformação, agora também por via do património cultural e do turismo.
Longe de ser um exercício de exotização ou primitivização, o trabalho de Daniela Araújo mostra o velho e o novo, as permanências e as transformações, as tradições e as inovações, as localidades e as globalidades, as pluriatividades e as especializações nas formas de trabalhar e produzir no Barroso. Aí reside a sua mais-valia, isto é, a rejeição de um ruralismo exoticista para posicionar-se na compreensão das lógicas, conhecimentos e saberes nativos, e o seu valor universalista e global. Pensamos que, com esta investigação e as suas aplicações, o visitante e o residente poderão criar mais facilmente quadros de referência interpretativos e de tradução intercultural que nos ajudem a compreender melhor os sentidos do viver humano.

Xerardo Pereiro (UTAD) – This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

 

 

 

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Turismo Mundial, Crise Sanitária e Futuro: Visões globais partilhadas

Luís Mota Figueira - Luiz Oosterbeek (Coords.) (2020)

ISBN: 978-989-8840-45-5

[PDF] - 5,7 MB

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Diários de viagem duma portuense – Diário 2: Turiperegrinações a Lourdes (1958)

Maria Olinda Rodrigues Santana (2020)

ISBN: 978-972-8546-94-6

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Diários de viagem duma portuense – Diário 1: Turiperegrinações a Fátima (1938-1973)

Maria Olinda Rodrigues Santana (2020)

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Turismo e Hospitalidade no Alojamento Turístico do Douro

Xerardo Pereiro, Pedro Azevedo (Coords.) (2020)

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ISSUU (enlace externo)

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Manual para Elaboração de Roteiros de Turismo Cultural

Luís Mota Figueira (2013 [2010])

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